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Saber nunca é demais
e não ocupa espaço

Arquivos da categoria: Poesia

Conhece nesta página as poesia de Domenico Spano.

Armadilhas

Armadilha

Nas solitárias caminhadas por nosso extenso e obscuro vale interno,
Com passos temerosos e desconfiados,
Pisamos geralmente em terreno desconhecido,
Caminhadas estas difíceis e espinhosas,
Deparamos-nos frequentemente com armadilhas,
Que quanto mais “caímos”, mais nos deixa temerosos,
Temerosos de voltar a caminhar ali,
Receosos de ser capturado e não nos libertamos,
Talvez por isso, preferimos caminhar na “segura” estrada exterior;
Segura e previsível estrada;
Onde ligamos o piloto automático dos nossos sentimentos,
e passamos diariamente sem emoção ou reação,
Indiferentes e vazios,
Em caminhos conhecidos e maçantes,
Onde não há perigos e desafios,
Entediantes como um disco repetido,
Que nos fazem bocejar,
É o preço em optar por direções que nos fazem fugir de quem somos,
Mas quando nos aventuramos no vale da nossa essência,
Onde devemos assumir a direção,
E enfrentar os caminhos tortuosos do nosso coração,
Tememos o que podemos descobrir,
E receamos as armadilhas,
Cruéis e enganadoras,
Perguntamo-nos quem poderia deixa-las ali,
Para nelas cairmos,
É perturbadora a resposta,
Somos nós mesmos que as montamos,
Armamo-las sem nos darmos conta,
Que seremos a nossa própria caça,
Que seremos a nossa própria prisão,
Que clamaremos sufocados, por liberdade,
Clamor que poderá levar uma vida inteira,
E o mais triste será constatar,
Que a verdadeira armadilha foi o caminho fácil e vazio,
E que as outras eram para nos testar,
E que tanta amargura nos fará um dia perceber,
Que nada mais clamaremos,
pois há muito tempo,
Morremos em nós mesmos.
Micro Poesia – por Domenico Spano

Madrugada

Madrugada

Conto as horas para que venhas
Ignoro o relógio para que não vás
De olhos abertos ou fechados
Escuto o teu silêncio prazerosamente entorpecedor
O teu fascínio inebriante
Sinto-me mais vivo do que nunca
Em minha mente desperta, as ideias fluem como um rio
O pensamento viaja livremente
Tu, madrugada, és poesia em suspensão
És vida que se apresente diante de mim
Impossível repousar quando é o teu turno
Tu és o meu elo com o universo
Minha conexão com o Divino
Onde me encontro e me renovo
Sim, converso muito contigo
Minha inigualável terapeuta
Por vezes caminho na tua imensidão
Na esperança de encontrar as portas onde encontrarei comigo mesmo
Porém a paz que necessito, tu me presenteias
Oh madrugada, te dedico mil versos
Eu me ponho a voar em ti, e tudo é magia
Que não penso em descer
Aqui não há ruídos
Aqui não há problemas
Aqui não há pessoas
Somente nós e peço que não te vás
Porém os primeiros raios de sol anunciam que novamente estás indo embora
E o desejo de adormecer toma conta do meu ser
Na ânsia que as horas voem
Com tristeza e nostalgia te digo um “até já”
O dia se iniciou e a paz terminou
Cá estou mais uma vez à tua espera
Esperando a meia-noite para abraçar-te novamente
E respirar aliviado
Sabes que terei muito a te dizer como de costume
E com a fome de desnudar-te também
Retorne logo
E me entorpeças novamente
Sempre ao teu modo
Sempre que eu me procurar
Encontrando-me ou não
Tu serás sempre a minha testemunha
Logo volto a esperar que as horas voem
Tic Tac

Sol Interior

Sol Interior

Eis que surge o sol
Mas de modo diferente dessa vez:
de dentro para fora;
Sim, ele surge de você mesmo;
Da sua alma, do seu "eu" interior;
E aproveite : além de raro, tal espetáculo somente você pode ver e sentir;
Crenças se tornam reais,
Aspirações são concretizadas,
A plenitude e o sublime imperam,
A felicidade existe e mesmo que brevemente,
desfrute dela, pois será que ela te visitará novamente?
Dê se ao luxo de se iludir, mesmo que momentaneamente;
Esqueça as cruzes que carrega;
Libere e viva seu verdadeiro "eu"
Desfrute de sua essência mais secreta;
Grite ou faça no mínimo, uma loucura ou gesto imprudente;
Vivamos nossa imperfeição de vez em quando, pois não fomos feitos para a perfeição;
Ela é utópica e Divina;
Sinta - se verdadeiramente "humano";
Permita -se sentir vivo antes que seu sol se vá e as trevas voltem;
E a hora de entrar no palco da vida retorne,
E você volte ao seu papel, seja ele qual for.