Chinese (Simplified)EnglishFrenchGermanItalianPortugueseSpanish

Saber nunca é demais
e não ocupa espaço

Um pouco sobre o vinho

A origem do vinho se confunde com a história da própria humanidade, tantas são as origens atribuídas à bebida.
Não é exagero afirmar que a bebida sempre esteve presente na vida do ser humano desde as primeiras civilizações.

Mesmo que em 5.000 a.C, o vinho aparentemente já estivesse sendo consumido, deriva-se apenas desta data a mais antiga evidência do seu armazenamento, nas montanhas de Zagros, no Irã.

Entre 750 a.C e 150 a. C, é inegável a importância dos gregos na difusão do vinho na Antiguidade. A aplicação da resina em seus vinhos e ânforas mais resistentes contribuíram na conservação da bebida em viagens longas e chegar a outras partes do mundo.
Foram eles que levaram o cultivo de uvas para a Itália (que ficou conhecida como Enotria – terra do vinho; a uva aglianico é um exemplo), França (Marselha) e Espanha. Também, eles, foram os primeiros a estudar as propriedades medicinais do vinho. Diferente de como era no Egito, na Grécia, o consumo estava arraigado a praticamente todos os estratos sociais.
Grandes ilhas da Sicília, a costa da península da Itália e o sul da França - todas colônias gregas - também receberam influência da Grécia no que diz respeito a cultura de vinho. Os próprios pesquisadores se dividem quando a questão se volta à produções anteriores de vinho onde hoje é a França e a Itália. Nesse debate entram tradições dos celtas, etruscos e gauleses.
Foram os romanos que facilitaram ainda mais o transporte e conservação do vinho - criaram os barris de madeira. Com a sua expansão dos seus domínios, o cultivo de uvas e a produção de vinho, era como que um instrumento de demarcação do território do império.
A queda do império romano afetou as rotas comerciais e provocou efeitos negativos na produção das vinícolas, mas graças à sua incorporação pela igreja católica, a viticultura permaneceu viva. Esse fato assegurou a sobrevivência dos vinhedos europeus, e daí por diante o vinho passou a ter tanto a função cerimonial, como a de prazer.
No caso italiano, o vinho está associado ao seu território, séculos antes de Roma, portanto.

O nome do vinho italiano é baseado na região onde foi produzido e, na maioria dos casos, não há indicação das uvas utilizadas.
Esta forma de nomenclatura é baseada no fato de que os vinhos de determinada região, tem as mesmas características e são produzidos com as mesmas uvas; assim, a designação da região é suficiente para indicar o tipo de vinho e uvas utilizadas.
Existem 5 (cinco) tipos de classificações oficiais, que são:
1- Vino da Tavola ou simplesmente Vino: é a classificação usada para o vinho italiano de baixa qualidade, proveniente de qualquer uma de suas regiões e que não atendem um padrão na produção. No rótulo desse vinho não pode haver indicação da região em que foi produzido, da uva utilizada e nem da safra.
2 - Indicazione Geografica Tipica – IGT ou Indicazione Geografica Protetta (IGP): é usada por cerca de 150 vinhos italianos de mesa, provenientes de regiões específicas. É de melhor qualidade que o Vino da Tavola, mas não é um vinho excelente.
3 - Denominazione di Origine Controllata – DOC: É a mais antiga das classificações, criada em 1963. Deve ser produzido com uvas específicas, de acordo com a região de origem e deve seguir métodos específicos de vinificação, previamente estabelecidos
4 - Denominazione di Origine Controllata e Garantita – DOCG: É atribuída apenas para alguns DOCs, assegurando que os vinhos dessa região terão a garantia de uma excelente qualidade.
Em 2015, essa lista, possuía 74 nomes. Citarei alguns exemplos apenas para melhor compreensão:

No Veneto, em Verona temos o Amarone della Valpolicella;
Já na Toscana, em Chianti, encontramos o Chianti Classico, e, em Montalcino, dois clássicos: o Brunello di Montalcino e a sua versão “Junior”, o Rosso di Montalcino;
Na Basilicata (minha região paterna), na província de Potenza, temos o magnífico Aglianico del Vulture Superiore;

No Friuli-Venezia Giulia, na província de Udine (minha origem materna), há o vinho branco Ramandolo;
Na Sicília, nas terras das províncias de Ragusa, Catania e Caltanissetta, temos o único representante siciliano nessa categoria: o Cerasuolo di Vittoria;
Na Puglia, nas províncias de Taranto e Brindusi, o Primitivo di Manduria dolce naturale;
Por fim, na Sardegna, na província de Sassari, temos o único sardo da lista DOCG: o Vermentino di Gallura.

5-Os Supertoscanos (ou “Fora da lei”):
São excelentes vinhos italianos – considerados até, como um dos melhores do mundo – são feitos com a Cabernet Sauvignon e a Merlot, cepas estrangeiras que originalmente não podiam ser cultivadas na região da Toscana.
Exatamente porque não eram produzidos com as uvas da região, esses vinhos deveriam usar a classificação de Vino da Tavola. Mas devido a sua excelente qualidade, especialistas o apelidaram de “Supertoscanos”.

Vou passar a postar imagens dos meus vinhos preferidos, em sua maioria, tintos italianos, bem como informações sobre eles.

Por Domenico Spano

Comentários encerrados